https://boutiquedosrelogios.pt/pt/

Devido a situação meteorológica em Portugal, o prazo de entrega poderá ser superior ao habitual

Van Cleef & Arpels apresenta novas interpretações da colecção Zodiaque

Símbolos ancestrais, savoir-faire e uma leitura contemporânea da joalharia. A Van Cleef & Arpels revisita o Zodíaco com novas pulseiras e medalhas que actualizam um tema histórico da Maison, mantendo intacta a sua força simbólica e o savoir-faire artesanal que a distingue.

 

Desde a década de 1950 que a Van Cleef & Arpels explora o imaginário do Zodíaco como território criativo. Em 2026, a Maison parisiense reforça essa herança com novas peças que actualizam um dos seus temas mais reconhecíveis, mantendo o equilíbrio entre património, savoir-faire e uma leitura contemporânea da joalharia pessoal.

 

 

A nova colecção Zodiaque apresenta-se sob duas formas principais. Por um lado, doze pulseiras em ouro amarelo, cada uma dedicada a um signo do Zodíaco ocidental. Por outro, medalhas em ouro branco concebidas para serem usadas em colar, com correntes de 50 ou 70 centímetros, oferecendo maior versatilidade de utilização. Em ambos os casos, trata-se de peças pensadas para acompanhar o quotidiano, sem perder a carga simbólica que sempre caracterizou estas criações.

As pulseiras retomam o espírito das medalhas históricas da Maison, adaptadas agora a um formato mais discreto e funcional. Os medalhões, com 16 milímetros de diâmetro, encontram-se suspensos por uma argola junto ao fecho, solução que reduz a visibilidade frontal e introduz um movimento subtil ao pulso. Cada signo surge representado em relevo, com um tratamento gráfico que conjuga tradição iconográfica e precisão técnica. No verso, surgem os símbolos e as datas correspondentes, gravados em numeração romana.

 

 

O trabalho artesanal mantém-se como um dos pilares da colecção. As medalhas são produzidas através de uma técnica ancestral de estampagem, que pode exigir até oito batidas sucessivas para alcançar o nível de definição pretendido, dependendo da complexidade do motivo. Após a moldagem, o ouro é retrabalhado manualmente para adquirir uma pátina delicada, contrastada por zonas polidas que realçam o relevo e conferem profundidade às figuras. Este jogo entre textura e brilho cria uma leitura visual clara e sofisticada, mesmo em peças de pequena escala.

 

 

A linguagem visual varia de signo para signo. Virgem surge representada por uma figura feminina acompanhada por um unicórnio, referência frequente na iconografia histórica. Carneiro destaca-se pela textura da lã e pela postura dinâmica, enquanto Leão adopta uma atitude mais hierática, inspirada em representações da Antiguidade. Estas escolhas reforçam a ligação entre joalharia, história da arte e simbolismo astrológico, sem recorrer a excessos decorativos.

 

 

As medalhas em ouro branco alargam o campo de utilização da colecção. Pensadas para serem usadas em colar, podem ser integradas em diferentes estilos e combinadas com outras peças, reforçando a ideia de jóia pessoal e evolutiva. Esta abordagem dialoga com o espírito original da linha La Boutique, lançada nos anos 1950, que procurava oferecer criações mais acessíveis e adaptáveis ao dia a dia, como amuletos, botões de punho ou pequenos pendentes.

 

 

Ao revisitar o Zodíaco, a Van Cleef & Arpels não se limita a uma reedição nostálgica. A colecção afirma-se como um exercício de continuidade, onde a memória da Maison se cruza com uma leitura contemporânea do luxo discreto. Peças que falam de identidade, de tempo e de transmissão, num registo fiel à tradição da casa, mas atento às expectativas de uma nova geração de clientes .