Bem antes de existirem fronteiras ou calendários, todas as culturas da Terra partilhavam o mesmo céu. É desta premissa que parte a Roger Dubuis para a Watches & Wonders 2026: uma coleção que transpõe os movimentos celestes para a relojoaria genebrense, explorando o calendário perpétuo, o tourbillon, a astronomia e a lenda arturiana como linguagens de um mesmo programa criativo.
Excalibur Biretrograde Calendar


A entrada mais imediata na coleção é também a mais desportiva. O Excalibur Biretrograde Calendar em aço de 40 mm apresenta o mostrador de sete camadas na tonalidade Cosmic Blue, uma cor concebida para capturar o instante entre a luz do dia e a profundidade da noite, que muda de tom consoante o ângulo da luz. As duas escalas retrográdas em arco indicam o dia à esquerda e a data à direita com a precisão característica do sistema co-patenteado pelo fundador Roger Dubuis em 1989. O calibre automático RD840, com 60 horas de reserva de marcha e 14 técnicas de finissage distintas certificadas pelo Poinçon de Genève, é visível pelo fundo em safira. A bracelete de múltiplos elos em aço com sistema Quick Release completa uma proposta que equilibra identidade relojoeira e uso quotidiano.
Excalibur Biretrograde Perpetual Calendar


A versão mais elaborada da família biretrograda apresenta o novo calibre de manufatura RD850, com 435 componentes, em caixa de 40 mm em ouro rosa. O corrector de mês dedicado simplifica o ajuste da indicação mensal, e a fase lunar astronómica a horas seis, em aventurina com Lua em ouro rosa gravada a laser, mantém precisão durante cerca de 122 anos. O mostrador aberto em nove camadas na tonalidade Astral Blue combina madrepérola, finissage interno de ângulos e 19 tipos distintos de decoração certificados pelo Poinçon de Genève. Edição limitada a 188 exemplares.
Excalibur Orbis in Machina — Moonlight


Criada no âmbito do programa Rarities, o nível mais exclusivo da relojoaria Roger Dubuis, esta peça única posiciona o tourbillon no centro absoluto da composição. Inspirada pelo tema celeste que percorre toda a coleção de 2026, a Orbis in Machina Central Tourbillon é o objeto mais radical da Maison este ano: o mecanismo que contraria a gravidade como protagonista visual e filosófico, envolto na mesma linguagem cósmica que define a estação.
Excalibur Perpetual Calendar Quatuor


Para os conhecedores mais exigentes, a Roger Dubuis ressuscita o Quatuor: quatro balanceiros-espiral que trabalham em conjunto para neutralizar os efeitos da gravidade, combinados com o calendário perpétuo numa peça que une duas das complicações mais associadas ao espírito dos fundadores da Maison. A caixa em Cobalt Chrome, material de assinatura da manufacture genebrense, confere ao conjunto uma presença ao mesmo tempo técnica e absolutamente singular. A simetria da arquitetura fala por si.
Excalibur Lady of the Lake


A lenda arturiana entra na coleção através de Viviane, a Senhora do Lago que colocou Excalibur nas mãos de Artur. Duas criações em ouro rosa de 36 mm interpretam esta figura com vocabulários distintos. A primeira combina nuances de cinzento com diamantes e madrepérola num mostrador de múltiplos níveis onde cada material evoca a força e a independência da personagem, como a armadura de uma cavaleira. A segunda é uma obra de Métiers d'Art de singular delicadeza: um mosaico tridimensional de madrepérola verde cravada à mão em células em forma de onda, que captura a luz à maneira da água que reflete a floresta por cima. A horas seis, uma meia-esfera de pedra de lua marca os pequenos segundos, passagem entre o visível e o oculto.
Excalibur Brocéliande


A floresta encantada que Viviane habita dá origem a dois relógios em ouro rosa de 38 mm, cada um capturando um momento diferente do mesmo lugar. O Twilight Blue representa o instante em que o crepúsculo dissolve a fronteira entre o real e o imaginário: sobre um mostrador de safira com laca azul-noite, hastes de hera em ouro rosa de 18 quilates transportam folhas de madrepérola gravadas à mão, enquanto dois discos livremente rotativos evocam o vento na copa das árvores. O novo calibre esqueletizado automático RD721SQ, com 14 decorações feitas à mão e Poinçon de Genève, é visível por baixo desta composição. Limitado a 88 exemplares. O Dawn Rose captura o instante oposto: as primeiras luzes da madrugada a inflamar a floresta. Sobre o mesmo mostrador em safira, as folhas de madrepérola recebem laqueados em amarelo, rosa e vermelho que evoluem como a aurora a atravessar a copa. Uma luneta de diamantes e um micro-rotor decorado completam uma peça que é, simultaneamente, um relógio e uma pintura. Igualmente limitado a 88 exemplares.
Em 2026, a Roger Dubuis não se limitou a regressar ao biretrogrado. Utilizou-o como ponto de partida para uma exploração que vai do desporto à astronomia, da mecânica à lenda, da utilidade ao sonho. É o que a Maison sempre fez melhor: recusar que essas coisas sejam opostas.