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ESCULTURA NO PULSO: AS NOVAS CRIAÇÕES DA CARTIER

ESCULTURA NO PULSO: AS NOVAS CRIAÇÕES DA CARTIER

AO LONGO DE MAIS DE 150 ANOS, POUCAS MAISONS CULTIVARAM DE FORMA TÃO CONSISTENTE O DIÁLOGO ENTRE JOALHARIA E RELOJOARIA COMO A CARTIER. EM 2026, APRESENTA DUAS CRIAÇÕES QUE, PARTINDO DE UNIVERSOS DISTINTOS, CONVERGEM NUMA MESMA CERTEZA: QUE A ELEGÂNCIA MAIS DURADOURA É SEMPRE AQUELA QUE SURPREENDE.

 

CARTIER MYST: O ENIGMA DA FORMA

Apresentado na Watches & Wonders 2026, o modelo Myst leva essa tradição a uma expressão particularmente audaz, propondo uma peça feminina que se aproxima mais de uma escultura do que de um relógio convencional.

Concebido para deslizar directamente no pulso, sem recurso a um fecho convencional, o Myst de Cartier assenta numa complexa estrutura flexível formada por segmentos revestidos por diamantes e elementos decorados com delicadas linhas negras aplicadas manualmente. A alternância entre brilho e profundidade cria uma sensação de movimento permanente, enquanto a utilização de pedras de diferentes dimensões confere relevo e volume ao conjunto. O desenvolvimento desta construção articulada exigiu vários anos de investigação e um elevado grau de mestria artesanal.

A interpretação em ouro amarelo reúne 634 diamantes e envolve o mostrador com um contorno em pedra negra polida, reforçando o contraste gráfico que define a peça.

 

 

Já a versão em ouro branco adopta uma abordagem integralmente revestida por 986 diamantes, em que a luz acentua a fluidez das formas. Equipado com movimento de quartzo e uma caixa de 19,7 x 15,4 mm, o Myst de Cartier evidencia uma das facetas mais singulares da marca: a capacidade de transformar um objecto funcional numa criação em que o tempo parece quase secundário perante a força da sua expressão estética.


CARTIER BAIGNOIRE: A GEOMETRIA DO REQUINTE

Ícone da relojoaria-jóia da Cartier desde meados do século XX, o Baignoire regressa numa nova interpretação que recupera a versão Bangle apresentada em 2023. O motivo Clou de Paris estende-se agora da bracelete à caixa e ao mostrador, criando uma continuidade visual que acompanha as curvas ovais características do modelo.

 

 

Executado em ouro amarelo, este trabalho de relevos piramidais envolve toda a peça, incluindo os discretos botões do fecho, integrados no perfil da bracelete. A proposta desdobra-se em cinco versões distintas: uma com mostrador dourado; uma variante adornada com 171 diamantes na caixa e bracelete, aos quais se juntam 100 diamantes no mostrador; uma versão com mostrador integralmente em pavé de diamantes e bracelete em pele preta de vitela, envernizada; uma com mostrador lacado preto; e outra com mostrador prateado granulado combinado com bracelete em pele preta de crocodilo.

Disponíveis em dimensões entre 24,6 x 19,3 mm e 36 x 26 mm e equipadas com movimento de quartzo, estas criações reafirmam a capacidade da Cartier para unir relojoaria e joalharia numa linguagem estética indissociável da sua identidade.