IWC PILOT’S VENTURER: QUANDO A ALTA RELOJOARIA CONQUISTA O ESPAÇO
A IWC SCHAFFHAUSEN REINVENTA OS SEUS HISTÓRICOS PILOT’S WATCHES COM UM MODELO CERTIFICADO, CONCEBIDO DE RAIZ PARA OS VOOS ESPACIAIS TRIPULADOS E PARA A MEDIÇÃO DO TEMPO NO ESPAÇO.
No ano em que a IWC Schaffhausen celebra nove décadas dos seus Pilot’s Watches – uma história iniciada em 1936 com o Special Pilot’s Watch –, a marca suíça decide reinventar por completo esta linha icónica. E fá-lo por uma razão muito concreta: à medida que a exploração espacial comercial inaugura uma nova era, a fronteira da aviação expande-se para além da Terra. Num ambiente em que as condições são radicalmente diferentes, também a forma de medir o tempo ganha novos desafios.
Para os astronautas a bordo de uma estação espacial que orbita a Terra a cada 90 minutos, podem ocorrer até 16 nasceres e pores do sol num único período de 24 horas. A alternância entre dia e noite deixa de seguir o ritmo natural do planeta, criando uma relação distinta com o tempo.
A questão impunha-se, inevitavelmente: como seria um relógio concebido especificamente para o espaço? A resposta chega sob a forma do Pilot’s Venturer Vertical Drive (Ref. IW328601), o primeiro relógio da marca desenvolvido de raiz para responder às exigências dos voos espaciais tripulados e da medição do tempo no espaço.


UM RELÓGIO PENSADO PARA VIVER EM ÓRBITA
Apresentado em Genebra, na Watches and Wonders, o modelo nasce de uma parceria entre a IWC e a Vast, empresa responsável pelo desenvolvimento da Haven-1, a primeira estação espacial comercial do mundo, que será lançada em 2027. Mais do que uma colaboração, trata-se de um verdadeiro projecto de engenharia aplicado à alta relojoaria.
Visualmente, o Pilot’s Venturer Vertical Drive afasta-se da estética tradicional dos relógios de piloto. O design é minimalista e depurado, com uma combinação monocromática de preto e branco que evoca o imaginário futurista da exploração espacial. O mostrador preto mate privilegia a legibilidade absoluta, evitando reflexos de luz, enquanto os ponteiros luminosos em azul e verde acrescentam profundidade visual, reforçando a leitura e a sobriedade do conjunto. Mas é sobretudo na utilização que este relógio revela a sua singularidade. A tradicional coroa desaparece por completo, uma decisão tomada não só por motivos estéticos, mas também funcionais. Em ambientes de microgravidade, qualquer elemento saliente pode representar um risco para os fatos espaciais. Em substituição, a IWC desenvolveu um sistema patenteado de luneta rotativa que permite controlar todas as funções do relógio, mesmo com luvas espaciais. Um interruptor basculante na lateral permite alternar entre várias funções, incluindo dar corda ao movimento e ajustar os dois fusos horários diferentes (a hora local ou da missão).


No interior encontra-se o calibre de manufatura IWC 32722, um movimento automático com reserva de marcha de 120 horas e módulo GMT integrado, concebido para funcionar mesmo em ambientes de microgravidade. É graças a ele que pode ser apresentada a dupla hora.
A escolha dos materiais acompanha naturalmente a ambição do projecto. A caixa em cerâmica branca de óxido de zircónio combina-se com elementos em Ceratanium®, material desenvolvido pela própria IWC que une a leveza do titânio à resistência da cerâmica. O resultado é um relógio preparado para suportar vibrações extremas, flutuações severas de temperatura (que podem oscilar entre os -150 °C e os 100 °C) e as condições hostis do espaço, sem abdicar de uma estética sofisticada e contemporânea.A bracelete branca em borracha fluorada oferece conforto, isolamento térmico e resistência à radiação UV.
Após rigorosos testes conduzidos pela Vast, o Pilot’s Venturer Vertical Drive tornou-se o primeiro relógio da IWC a receber certificação para voo espacial. Ainda que tenha sido criado para o espaço, há boas notícias para os “terrestres”, sobretudo para os viajantes frequentes. Graças à função de segundo fuso horário, basta uma simples rotação da luneta para ajustar a hora ao destino seguinte. Porque, mesmo longe da órbita terrestre, o verdadeiro luxo continua a ser mover-se pelo mundo com absoluta naturalidade.