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12 relógios para entrar no novo ano com tempo de sobra (e muito estilo)

12 relógios para entrar no novo ano com tempo de sobra (e muito estilo)

Quando o ano muda, muda pouco. O calendário avança, as promessas repetem-se e o barulho dura o tempo dos foguetes. O que fica, quase sempre, são os objectos que escolhemos para nos acompanhar. Um relógio é um deles. Não resolve a vida, mas ajuda a organizá-la. E diz muito sobre quem o usa.

 

À meia-noite contam-se segundos. Aqui contam-se relógios. Doze propostas de Alta Relojoaria para entrar no novo ano com tempo de sobra, escolhas conscientes e aquele tipo de luxo que não precisa de explicações. A listagem a seguir não pretende ser uma hierarquia, mas um percurso assinalado pelas 12 badaladas.

 

 

Primeira badalada. IWC Ingenieur Automatic 42.

Este Ingenieur não tenta seduzir. Impõe-se. A cerâmica preta integral dá-lhe presença imediata, quase austera, e a bracelete integrada reforça a ideia de bloco sólido. A herança de Gérald Genta está lá, reinterpretada com rigor. Ao primeiro olhar parece uma peça simples. Não é. O calibre 82110, com sistema Pellaton, é um argumento técnico sério e discreto. Funciona como deve funcionar: silencioso e seguro. Hoje, isso já é um luxo.

 

Segunda badalada. Blancpain Fifty Fathoms Automatique 38 mm.

O Fifty Fathoms é um daqueles casos raros em que a história não pesa. Pelo contrário. Desde 1953 que é uma referência nos relógios de mergulho e, nesta versão de 38 mm, ganha uma nova vida. A dimensão é equilibrada, usável, pensada para mais pulsos e mais contextos. Continua fiel aos códigos originais, mas adapta-se ao presente com naturalidade.O Fifty Fathoms é um daqueles casos raros em que a história não pesa. Pelo contrário. Desde 1953 que é uma referência nos relógios de mergulho e, nesta versão de 38 mm, ganha uma nova vida. A dimensão é equilibrada, usável, pensada para mais pulsos e mais contextos. Continua fiel aos códigos originais, mas adapta-se ao presente com naturalidade.

 

Terceira badalada. Van Cleef & Arpels Lady Arpels Bal des Amoureux Automate.

Aqui a relojoaria cruza-se com a narrativa. Um mecanismo animado que faz um casal aproximar-se e beijar-se ao meio-dia e à meia-noite. Não é um relógio funcional no sentido clássico. É uma peça de expressão. Paris em miniatura, esmalte grisaille, lanternas, acabamento irrepreensível e uma abordagem ao tempo que passa mais pela emoção do que pela precisão.

 

Quarta badalada. Montblanc Iced Sea 0 Oxygen 38 mm.

A tecnologia 0 Oxygen não é marketing vazio. A ausência de oxigénio no interior da caixa reduz o embaciamento e aumenta a durabilidade do movimento. O mostrador, inspirado no Mer de Glace, tem profundidade e textura reais. É um verdadeiro relógio-instrumento, mas com um cuidado estético que o distingue no segmento.

 

Quinta badalada. Cartier Tank Louis Cartier.

Poucos relógios atravessam décadas com esta naturalidade. O Tank Louis Cartier mantém proporções equilibradas, agora revistas, movimento automático, e continua a ser um exercício de contenção e elegância. Não segue tendências. Nunca seguiu. É precisamente por isso que permanece actual.

 

Sexta badalada. Longines PrimaLuna.

Um relógio pensado para acompanhar o dia-a-dia sem excessos. A nova versão com fases da lua acrescenta interesse mecânico, mas o foco continua a ser o conforto e a legibilidade. Feminino, sim, mas sem recorrer a fórmulas fáceis. Um relógio que se adapta em vez de dominar.

 

 

Sétima badalada. Glashütte Original PanoMaticCalendar Blue of Dawn.

Platina, mostrador azul profundo e uma assimetria que já é assinatura da marca. O calendário anual apresenta-se de forma clara e bem integrada, enquanto o micro-rotor em ouro de 22 quilates revela o cuidado técnico habitual da manufactura alemã. Produção limitada a 150 exemplares. Não é para todos, nem pretende ser.

 

 

 

 

 

Oitava badalada. Vacheron Constantin Overseas Calendário Perpétuo Extraplano.

Um calendário perpétuo com apenas 8,1 mm de espessura é um feito técnico relevante. Em ouro branco ou rosa, este Overseas conjuga complexidade mecânica com uma estética desportiva contida. Ajusta-se automaticamente até 2100, sem intervenção. Um relógio para quem valoriza engenharia de alto nível e discrição.

 

 

 

 

 

Nona badalada. Breguet Classique Souscription 2025.

Um ponteiro único, mostrador em esmalte grand feu e uma leitura do tempo que obriga a abrandar. Inspirado nos relógios de subscrição de finais do século XVIII, este modelo combina herança histórica com um movimento contemporâneo e 96 horas de reserva de marcha. Mais do que indicar horas, convida à reflexão sobre o tempo.

 

 

 

 

 

 

 

Décima badalada. Piaget Sixtie.

A forma trapezoidal e o perfil extraplano remetem directamente para os anos 60, mas com um piscar de olhos assumido ao presente. É um relógio de design, assumido, com identidade forte. Não procura consenso. É fiel a um desenho com identidade forte e um atrevimento educado.

 

Décima primeira badalada. Omega Speedmaster Dark and Grey Side of the Moon.

 

 

Já foi à Lua. Voltou. O Speedmaster continua a evoluir sem perder o ADN. As versões em cerâmica, com calibres Master Chronometer e detalhes inspirados na superfície lunar, reforçam o lado técnico e histórico da colecção. Do All Black ao tributo Apollo 8, é um clássico que continua a justificar atenção.

 

 

 

 

 

 

Décima segunda badalada. Hublot Big Bang One Click Joyful 33 mm.

E fechamos com cor, pedras preciosas e uma abordagem mais descontraída à Alta Relojoaria. Safiras, espinelas, tsavoritas e braceletes intercambiáveis fazem deste modelo uma escolha assumidamente alegre. Nem todos os relógios têm de ser sérios. Este sabe-o bem.

 

No fim, a questão é simples. O verdadeiro luxo talvez esteja na escolha. Como queremos marcar as horas que aí vêm. Com rigor técnico, com história, com design ou com cor.

As doze badaladas passam depressa. O relógio fica para assinalar os momentos que irão escrever a história de 2026.

Bom ano. E, sobretudo, bom tempo.